O mau tempo marcou presença nesta quarta-feira. Saí do trabalho às 15h30min. Olha o que me esperava do lado de fora...
O fim do mundo chegou
22 horas atrás
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Não foi uma despedida fácil. Ela é pesada que só vendo. Viajou de Santa Cruz para Pelotas, de Pelotas para meu apartamento na Cidade Baixa e depois para este do Menino Deus. O leva pra lá e pra cá deixou algumas sequelas. Tem um negócio preto de plástico que fica na parte de baixo e se desprendeu em uma das mudanças. Passou a ficar encostado, como a própria geladeira foi ficando. Outro baque que ela sofreu foi quando meu sobrinho a esqueceu aberta por três dias. Estava quase fechada, na verdade. Mas criou gelo por tudo. A porta do congelador se quebrou e ele nunca mais foi o mesmo. Gelava a parte da frente e lá atrás, nada. É como se nem estivesse na geladeira.
Há meses vim discutindo com o Muriel, meu colega da TV, para ele levá-la com ele. De graça, claro. Não vou cobrar nada até porque o Muriel vai ter que comprar um transformador de voltagem. A branquinha é 220V. Ela ficava ligada em uma tomada 220 que tenho na cozinha e que teve que ser trocada para a chegada da nova integrante da casa. O dia de despedida também foi de limpeza. Tirei um monte de coisa velha que estava dentro dela, fedendo até. Coitada! Foi tudo pro lixo. E degelei a querida pela última vez na vida. Sua substituta será uma frost free. Livre daqueles blocos de gelo fedorentos para sempre. Enquanto limpava, pude observar como as coisas hoje em dia são mais fáceis de quebrar. É tudo de plástico. Na geladeira nova, não tem uma prateleira de vidro, como nesta que foi embora. Nem uma gradezinha de metal. Tudo plástico, plástico e plástico.
Não precisei nem comentar com a Rita sobre a minha dúvida. Hoje de tarde eu só comecei a falar. "Rita, o cara do quarteto fantástico, o homem borracha, eu acho que conheço aquele cara de algum lugar...", falei. Ela gritou: "O Gustavo, o Gustavo da novela das oito. Eu sabia que conhecia ele de outro lugar...".